A empurroterapia

Atualizado: 27 de mai. de 2021




Será que isso já aconteceu com você alguma vez?

Você entra na drogaria para comprar o seu medicamento e, é oferecido a você, outros medicamentos, os quais você não está buscando, como por exemplo vitaminas, ômega 3, entre outros. Nesta situação hipotética, você está diante da prática de empurroterapia.


Mas o que vem a ser a Empurroterapia?

É um jargão de balcão de drogaria, que significa vender medicamentos sem necessidade ou em excesso, com intuito exclusivamente de ganhar bonificação, que podem ser pagas pela drogaria ou por laboratórios.


A empurroterapia é uma prática irregular, realizada por alguns profissionais que em comum acordo com laboratórios ou com as drogarias, vendem medicamentos sem estarem prescritos pelo médico, utilizando de métodos de venda e persuasão para “empurrar” medicamentos para o consumidor, os quais, muitas vezes estão em situação de fragilidade e debilitados. E esse tipo de situação leva em conta apenas o lucro, pouco lhes importando os resultados que a sua ação pode gerar.


Importante frisar que a prática de substituição entre medicamento genérico, alguns medicamentos similares com os medicamentos de referência (medicamento de marca) são permitidos pela ANVISA, devendo ser realizada pelo profissional farmacêutico, conforme a prescrição médica. Todavia é bem diferente com o ato da empurroterapia, pois este é o oferecimento de medicamentos desnecessários ao consumidor.


O que essa prática pode ocasionar ao consumidor?


O medicamento “empurrado” ao paciente é capaz de desencadear problemas sérios à saúde, pois os medicamentos não podem ser comercializados de maneira irresponsável, pois possuem características que podem levar a toxicidade, e até possíveis efeitos colaterais.


As penalidades da Empurroterapia


Portanto, “empurrar” ao paciente um medicamento sem o diagnóstico da doença é uma IMPERÍCIA, ou seja, é falta de habilidade necessária para prescrever um medicamento, recaindo na Responsabilidade Civil, o que é passível de indenização quando caracterizado o dano, podendo ser penalizado o Responsável Técnico da drogaria, no caso o farmacêutico, e o proprietário do estabelecimento. Não esquecendo de que podem ser penalmente responsabilizados nos crimes contra saúde pública.


Ressaltando que não podemos confundir a empurroterapia com a prescrição farmacêutica (de responsabilidade exclusiva do profissional farmacêutico), uma atividade legal e regulamentada pelo CFF, em que o profissional pode prescrever medicamentos que não necessitam de prescrição médica ou odontológica.


Por fim, a empurroterapia é uma pratica capaz de pôr-se acima da ética, da saúde e da vida, e corrompe o nobre sentido do medicamento, que é manter a saúde e curar a doença.


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Se quiser conversar mais sobre o assunto pode mandar um e-mail para mim: patrizia_cardoso@hotmail.com



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